Vamos Conversar?

Sempre gostei de conversar, contar novidades, comentar notícias, livros, falar mal de alguém, “me abrir”.

Sempre tinha alguma coisa a dizer.

Falava tanto que acabava perdendo o fio da meada, sem perceber se o que eu estava contando com tanto empenho era realmente interessante. Não tinha tempo para lembrar que cada um tem sua opinião e que ouvir poderia ser um prazer. Era uma chata imaginando que estava conversando – sem deixar ninguém falar.

Reconhecer esse grande defeito foi uma ótima maneira de aprender e me tornar uma

pessoa mais acessível e agradável.

Difícil é reconhecer que só descobri que não fazia a menor idéia do significado do verbo “conversar” com crianças, filhos de amigos. Com elas comecei a perceber que tinha que aprender a ouvir. Como deixar de ouvir uma criança que está conhecendo o mundo na base do “porque” e “o que é isso”?

Sem ouvir, não poderia responder e só causaria frustração.

Sei que parece uma grande bobagem, mas muitas vezes falamos demais sem ouvir e isso

nos afasta das pessoas de quem gostamos.

Conversar sobre qualquer assunto é um grande prazer que nos aproxima e enriquece.

Quando passamos dos 60 ficamos mais vulneráveis, sensíveis, temos que nos adaptar a situações inesperadas como perda, solidão e até mesmo pandemias assustadoras. Uma das melhores maneiras de suportar tudo isso é conversando, ajudando uns aos outros e ouvindo o que o mundo e a vida nos ensinam, sabendo que vamos morrer aprendendo, tentando entender todas essas mudanças e situações inesperadas que a vida nos impõem.

Entendi que só conversando podemos nos ajudar.

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